sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Miasthenia - 22 anos de Metal Extremo




Miasthenia é uma banda de Extreme Pagan Metal de Brasília, formada em 1994. Tive a satisfação de falar um pouco com Susane Hécate em entrevista para o blog. Confiram!

OPDM - É uma satisfação tê-la aqui conosco. Conte-nos um pouco sobre o início início de tudo em 1994. Na época, vocês acreditavam chegar tão longe e manter a banda durante tantos anos?

Hécate -  A banda foi formada em 1994 por mim, Vlad e Mictlantecutli. Em 1995 gravamos nossa primeira demo-ensaio “Para o encanto do Sabbat” onde eu toco guitarra e faço backing vocals. Em 1996 gravamos a primeira demo “Faund – Trágica Música Noturno”, lançada em um Split CD pela Evil Horde record em 1998. Nessa demo eu toco baixo, teclado e canto também. Nosso primeiro álbum “XVI”, lançado pela Somber Music, veio em 2000 com a entrada de Thormianak nas guitarras, na saída de Vlad, e inserção de Mist no contra-baixo. Com essa formação gravamos em 2004 o álbum “Batalha Ritual”. Em 2008 gravamos o “Supremacina Ancestral”, com a presença de Hamon (Mythological Cold Towers). Estes dois álbuns foram lançados também pela Somber Music. Em 2012 a banda virou um trio, formada por mim, Thormianak e V. Digger na bateria, e com essa formação gravamos em 2014 o “Legados do Inframundo” e este ano (2016) o nosso mais novo álbum “Antípodas” que será lançando em 2017. Com certeza não esperávamos que a banda fosse tão longe em relação ao tempo de sua existência, mas o Miasthenia nunca parou, mesmo tendo momentos difíceis, de pouca produção e mudanças de formação, a banda sempre existiu e continuou, porque acima de tudo precisamos disso, gostamos do que fazemos. Não sei se chegamos tão longe em termos de repercussão na cena Metal, mas estamos satisfeitos, até porque temos que dividir a banda com nossas carreiras profissionais.

OPDM - Como era a cena dessa época? Em 1994, quais eram as vantagens e desvantagens de se ter uma banda, em relação a hoje?

Hécate - O Black Metal no Brasil tinha como maior representante o Sarcófago. Curtíamos bandas como Venom e outras de Death Black metal como Samael e Rotting Christ. Em Brasília erámos bem diferentes, ainda mais compondo letras em português e abordando temas de paganismo antigo. A maioria das bandas, de nosso amigos, era de Death Metal. Shows eram e sempre foram raros. Nos anos 1990 pra tocar num show a gente tinha que fazer tudo, procurar local, buscar patrocínio, fazer cartaz, divulgar, se envolver totalmente na produção, o que dava muito trabalho. Ainda bem que erámos mais jovens e tínhamos tempo para isso. Hoje a situação é um pouco melhor, mas ainda não ideal, se queremos um show de qualidade nós ainda temos que nos envolver na produção e para isso não temos tempo. Mas na última década conseguimos fazer vários e bons shows pelo Brasil, com o apoio mesmo da cena e produtores locais, então isso já é um avanço. Vantagens e desvantagens sempre há, dependendo dos objetivos da banda. As dificuldades nos aborrecem bastante nesse percurso, por isso fazemos poucos shows, mas continuamos na ativa, porque gostamos muito do que fazemos.



OPDM - Como é fazer Pagan Black Metal no Brasil hoje diante das dificuldades que a cena metálica vem enfrentando?

Hécate - Nós do Miasthenia temos grande orgulho em compor e tocar nesse estilo de metal, é o que nos move. As dificuldades não são maiores nesse momento, no passado foi bem pior, então não vejo essa crise na cena em termos de dificuldades, porque hoje muitas bandas tem oportunidade de gravar um bom álbum e fazer grandes turnês no Brasil e até na Europa, algo extremamente difícil nos anos noventa. Hoje vc precisa se destacar mais para conquistar público e espaços de shows com qualidade.

OPDM - Vocês tem diversos registros de estúdio e também ao vivo. Como é para vocês o período de gravações?

Hécate - É o período que eu particularmente mais gosto. Este ano estivemos envolvidos nesse processo de gravação, mixagem e produção de encarte do álbum. Foi estressante, tenso e também prazeroso, porque sempre idealizamos o melhor. Esse processo de criação é o que nos faz crescer e nos dá mais orgulho, porque é quando conseguimos expressar em termos sonoros nossas ideias, é mágico!



OPDM - Seus álbuns contém temáticas históricas como por exemplo, “Legados do Inframundo” que se inspira na cosmologia mítica dos antigos Mayas, sobre a morte e o inframundo (Xibalba). Como funciona o processo de composição da Miasthenia e quanto tempo de estudo geralmente exige um trabalho como esse?

Hécate - Inicialmente eu e Thormianak estudamos e discutimos a temática que vai inspirar a composição sonora, para ser produzida com inspiração. No “Legados do Inframundo” foi assim, eu fiquei quatro anos estudando as concepções de morte e inferno para os antigos mayas, li vários livros e artigos sobre o tema, e comunicava minhas interpretações para Thormianak que ai se inspirando e compondo as guitarras bases. Tenho facilidade na abordagem destes temas, porque tenho doutorado em história. Então, nesse álbum as músicas partiram inicialmente das guitarras compostas por Thormianak, diferente dos três primeiros álbuns onde a composição partia dos teclados. Depois entram na sequência , os teclados e a bateria, por último o vocal, porque eu preciso ainda me inspirar no contexto sonoro para encaixar cada frase de vocal na música, por isso nosso processo é demorado. Todos os álbuns foram conceituais, para isso todas as músicas e letras tem que ter uma conexão e encadeamento, o que torno tudo um grande desafio, o que adoramos!

OPDM - A Miasthenia vem mostrando seu grande trabalho em seus 22 anos de existência, isso é exemplo para muitos que buscam seu espaço e o reconhecimento do seu trabalho. O que vocês tem a dizer para essa galera que está começando no Metal?


Hécate - Façam se realmente gostam e se divertem com isso, senão tudo se torna um martírio e uma perda de tempo. Para persistir com uma banda de metal extremo é preciso ter um ideal muito além do simples desejo de fama, amigos e dinheiro que isso possa trazer. É preciso ter satisfação e sua melhor dedicação no processo de criação (gravação) e expressão (shows), para que tudo isso possa realmente ter sentido, especialmente pra você. Não espere tanto dos outros, não desista por isso, porque o que fazemos é arte, e a arte é fruto de sua mente e sentimentos, em primeiro lugar tem que lhe dar prazer e orgulho, como parte importante de sua existência humana. Se fizer assim, os outros vão te olhar diferente e se emocionar. Emocionar o mundo é a nossa grande motivação!!!! Força e honra sempre!!!! 



OPDM - Agradeço imensamente ao Miasthenia pela participação através de Susane Hécate aqui no blog, contando um pouco de sua experiência para nós, vida longa ao Miasthenia!

Para acompanhar mais de perto esse trabalho primoroso, acessem:

Vejo vocês na próxima matéria!! Até breve!!

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Aneurose - Thrash Metal de MG


Aneurose é uma banda de Thrash Metal mineira, formada em 2002.
Com o objetivo de superar a excelente repercussão do disco “From Hell”, a Aneurose comemora 14 anos de história metendo o pé na porta com o lançamento do seu novo álbum, “Juggernaut”. Sem se limitar a rótulos ou pré-conceitos, a banda apresenta músicas que carregam a essência de cada músico que a integra, transmitindo toda energia e força do metal feito em Minas Gerais.
Após percorrer o Brasil com a “Tour From Hell”, o grupo reconhecido por seus shows explosivos, inicia agora a turnê de divulgação do novo CD, agendando datas por todo país, e em 2017 chega também à Europa.
O debut álbum “From Hell“ apresentou a Aneurose ao Brasil, mas “Juggernaut” vem para consolidar a banda mineira no cenário do metal mundial.
Vamos falar um pouco com a galera da banda.
OPDM - Olá Aneurose, é uma satisfação tê-los por aqui. Conte-nos um pouco sobre seu início em 2002. Alguma coisa mudou de lá pra cá?
Wall: Hey! É sempre um prazer poder falar um pouco da nossa história, principalmente se tratando de um canal tão legal quanto o Portal Death Mask. Bom, a Aneurose surgiu por uma grande coincidência, eu havia me mudando para Lavras e estava tentando montar uma banda. Em um show de rock convidei um baterista para o projeto, e o cara já tinha uma banda praticamente pronta, faltando apenas o vocalista (Risos). A partir daí começamos a ensaiar e compor, fizemos vários shows e gravamos algumas demos. Naquela época a média de idade da banda era de 16 anos, então logicamente muita coisa mudou, a galera amadureceu, mudamos de formação, um processo normal para uma banda nova. Em 2011 a coisa engrenou, reestruturamos tudo e começamos a compor o debut. O “From Hell” foi nossa primeira experiência em estúdio e também nosso primeiro trabalho profissional. Tocamos pelo sul, sudeste e nordeste do país com a Tour From Hell, foi muito bom, aprendemos muita coisa com a estrada. Hoje estamos lançando o “Juggernaut” e esse álbum está dando muito orgulho pra gente.


OPDM -Vocês lançaram recentemente o álbum “Juggernaut” e o material já está sendo distribuído pelas principais mídias. Como está repercutindo?
Wall: Realmente o “Juggernaut” está nos surpreendendo. As críticas e resenhas que estão saindo estão elogiando muito o trabalho, e a galera sempre aponta uma música diferente como sua faixa favorita. O disco está no Spotify, Deezer, Itunes, entre outras redes de streaming, e isso nos aproximou do mercado europeu, inclusive, algumas músicas já estrearam numa rádio de Portugal.


OPDM - Como é a cena da Minas Gerais da atualidade? Vocês tem uma resposta satisfatória do público da sua região?
Wall: Minas Gerais é demais! (Risos). Nosso estado é um celeiro de grupos sensacionais, não só das grandes bandas como Sepultura, Sarcófago ou Tuatha de Danann, mas também tem muita banda foda no underground. Por aqui temos alguns dos maiores festivais do país e diversos eventos menores no interior. A galera “ferve”, é mosh do início ao fim.


OPDM - O álbum “From Hell” de 2013 teve uma excelente resposta e agora, “Juggernaut” chega, com muita qualidade e brutalidade. Como é a Aneurose em estúdio? Como funciona o processo de composição da banda?
Wall: A gente é no estúdio como somos no dia a dia mesmo. Não nos rotulamos ou limitamos um estilo para nossa música, o que a gente faz é pegar os instrumentos e começar a compor, se o que está sendo criado nos agrada é assim que vai ficar. As vezes alguém leva uma base pronta, as vezes começamos do zero todos juntos, o que importa é que sempre seja um processo divertido.


OPDM - São 14 anos de existência, isso é exemplo para muitos que buscam por espaço. O que vocês tem a dizer para essa galera que está começando no Metal?
Wall: Música não é competição! Menos individualismo e vaidade, e mais pensamento em conjunto. Você pode viver do seu sonho mas nada cai do céu. Trabalhe duro, seja responsável, se dedique e divirta-se! Divirta-se ensaiando, compondo, tocando ou gravando. Invista na sua banda, grave um bom disco, tire fotos, faça clipes e divulgue! Valorize a cena nacional, vá a eventos mesmo quando não for tocar, compartilhe o material de outras bandas com seus amigos, compre os discos das bandas independentes. Lets Rock!
Muito obrigado a vocês pelo espaço e parabéns pelo trabalho! Quero agradecer também a todos os rockers que nos apoiam e acompanham nossa trajetória. O combustível para que a gente continue trabalhando são vocês! Valeu!



OPDM - Bom Wall, O Portal Death Mask agradece demais a participação da Aneurose aqui conosco, suas palavras para a galera que tá iniciando na cena são muito coerentes e importantes. Parabéns pelo excelente trabalho and keep thrashing!!
Para conhecerem mais de perto essa galera, só acessarem os links abaixo:

Aneurose é:
Wallace Almeida – Vocal
Sávio Chaves – Guitarra
Raphael Wagner – Guitarra
Sthefano Dias – Baixo
Kiko Ciociolla – Bateria

Chegamos ao final de mais uma matéria aqui no Portal, espero que curtam e prestigiem esse mais esse som!!

Até a próxima \,,/

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

BrightStorm - Symphonic Metal de São José dos Campos


Através da página Mulheres no Metal Brasileiro, nossa parceira aqui do blog, conhecemos a banda de Metal Sinfônico BrightStorm, uma banda com um trabalho próprio e bem coeso, firme em suas convicções e estilo. Conheça um pouco sobre a BrightStorm!



Formada em outubro de 2012 pela vocalista Naimi Stephanie na cidade de São José dos Campos/SP, a BrightStorm iniciou seu projeto com o lançamento de dois singles "Under The Moon" e "Breathing in Death", que fazem parte de seu primeiro trabalho de estúdio, o EP "Past in Flames", lançado em janeiro de 2014.


Em 2016 a banda lançou o single "Vampire" e 
recentemente o clipe da música "Walk" , ambas presentes em seu debut album entitulado "Through the Gates", com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2017.
Amantes do Symphonic e Gothic Metal, fiquem ligados nesse lançamento! Confira a capa abaixo:



A banda BrightStorm é:

Naimi Stephanie (Vocal)
Odair Salles (Drums)
Will Lopes (Guitar) 
Allan Silveira (bass)



Para acompanhar seu trabalho, acesse:

facebook.com/BrightstormOfficial

youtube.com/user/BrightStormband


Mais uma matéria realizada, mai uma banda do nosso underground para apreciarmos.
Até a próxima bangers!

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Banda Gente - Rock'n Roll inovador e intenso


A Banda Gente aconteceu em 2011 após um ano de reuniões com amigos, que entre uma música e outra, debatiam as inquietações humanas, nesse clima surgiram as primeiras composições. A banda levou cerca de um ano pra começar a fazer shows, pois ainda não possuíam nenhum instrumento para construir sua sonoridade.
Ao longo desses anos já se apresentou em diversos Centros Culturais como Donana (Belford Roxo-RJ) e Conexão da Artes (Anchieta-RJ), Lonas e Arenas Culturais, Sarais Poéticos como Sarau V, Caldo de Cultura e Sarau do Escritório, Festivais como Semana do Rock em Mesquita e diversos points do rock underground Carioca. 



Em fevereiro de 2015 a banda lançou seu primeiro EP intitulado “O Rock está no Ar” que apresenta ao público um rock versátil e criativo com toques bem brasileiros. Desse EP algumas faixas já integraram a programação da Web Rádio Cult FM.com e de FMs como Radio Oceânica FM 105.9 (Niterói), Mirandela FM 98,7 (Nilópolis) e Rádio Roquette Pinto FM 94,1 na qual também foram convidados para tocar ao vivo no programa Zoa Som que é feito em parceria com a Rádio MEC AM. 
Em 2016 tiveram importantes vitórias como o Concurso de bandas do Programa ZoaSom que colocou o single Rede na programação tanto da Roquette Pinto FM quanto da Rádio MEC AM. E conquistou o primeiro lugar no Festival Talentos da Música Brasileira na Lona de Jacarepaguá. 


Ora sarcásticos, ora contemplativos, ora poéticos, sem sombra de dúvidas questionadores. Rock Popular Brasileiro que carrega arranjos híbridos e cheios de sotaques, guiados por uma potente voz feminina.

A banda Gente é:

Iolly Amancio
Wallace Cruz
Nico Souza
Fabio Golvah
Rick Santos

Para conhecer mais da banda Gente, clique nos links abaixo:



Assista Cólera, um dos vídeos oficiais do canal da banda Gente:


É isso galera, mais uma matéria, mais uma banda do nosso underground está ai para darmos o nosso apoio.
Obrigado a todos e até a próxima \,,/

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Homúnculo - Grindcore/Death Metal Carioca



Fala galera do Underground Brasileiro! Hoje teremos uma matéria com a banda Homúnculo, banda de Grind Core/Death Metal carioca formada em novembro de 2012. Vamos falar um pouco com essa galera.

E aí galera do Homúnculo, é uma satisfação tê-los aqui conosco.

OPDM - A Homúnculo surgiu em 2012. De lá para cá, houveram alguns registros gravados e algumas mudanças de formação. Os objetivos como banda mudaram com esse tempo ou não? Quais são os ideais do Homúnculo hoje?

Leo Miguel - Começamos a banda com o objetivo de nossas músicas e pensamentos serem ouvidos, não para sermos estrelas do underground ou uma religião. Pelo contrário, nossa mensagem fala sobre a liberdade, libertação mental e autonomia intelectual. Desde 2012 mantemos essa pegada. A mudança de baterista sempre traz uma cara nova, o Douglas Dias saiu da banda e paramos durante um tempo, então o Alex Zech ressuscitou o projeto. A entrada do baixista Eduardo Crestan também consolidou a banda. Algumas coisas mudaram mais o intuito de manteve.

OPDM - Sabemos das dificuldades gerais da cena não só do RJ, mas do Brasil como um todo. Para vocês tem sido fácil lidar com as dificuldades de se ter uma banda de trabalho autoral e independente? Qual a maior dificuldade que a banda enfrenta para se manter?

Leo Miguel - É difícil se manter uma banda no underground, ainda mais financeiramente. Não queremos ficar ricos com a banda, mas também temos um gasto para mantê-la. E esse gasto nem sempre é reposto de forma monetária. Mais eu penso que a energia vinda do palco e das pessoas que curtem nosso trampo já paga qualquer esforço. E também as coisas ficam mais fáceis porque fazemos tudo na garra. Na banda temos ótimos profissionais das gravações (Alex) das artes gráficas (Luiz), das fotos/vídeos (eu vendendo meu peixe), e da arte de dirigir bem (Eduardo). Somos total D.I.Y (Do It Yourself) e isso facilita a banda a respirar.



OPDM - Como é o processo de composição da banda? Conte-nos sobre um pouco sobre a parte criativa do Homúnculo.

Eduardo Crestan - Assim como toda banda, sendo qual gênero for, as composições falam bastante sobre quem as faz. No Homúnculo, o ponta pé inicial acontece com a criação estrutural da música, surgindo os riffs junto com idéias de batera e montando-as como uma espécie de quebra-cabeças (acontece bastante entre o Luiz e Alex). Logo após essa estrutura é apresentada a todos e assim damos seguimentos com a desenvoltura da música nos ensaios, acrescentando algumas idéias e assim por diante. O português polido das letras é do Leo Miguel (o chefe das letras), que faz muitas citações de liberdade e contestação a nossa sociedade atual. A química boa do Homúnculo é talvez nossa inspiração maior e todos nós gostamos muito de diversificados gêneros do Rock e Metal, e porque não dizer diversificados tipos de música. Coincidimos bem os pensamentos com relação as composições, e claro, com uma dose de paixão pelo o que fazemos. No final disso, todos nós aqui temos uma fatia desse resultado, assim digo que nós quatro damos a cara da banda.



OPDM - Vocês estão lançando o EP Autômatos. Falem um pouco sobre esse material, como foi o processo de gravação até a finalização do trabalho?

Alex Zech - As músicas desse EP vem sendo trabalhadas desde a volta da banda, no início do ano passado. Grande parte desse material é antigo, composto desde a época do Douglas Dias, nosso antigo batera. Demos uma nova roupagem nos sons, mantendo os elementos de Death Metal e agregamos elementos de Grindcore. Isso deixou as músicas muito mais brutais. Iniciamos as gravações em fevereiro desse ano e terminamos em junho. Exceto a batera, que foi gravado no estúdio do Rodrigo Djames, o MDCR Estúdio, todo o EP foi gravado no meu home studio, o Mach86, onde também mixei e masterizei. A arte foi desenvolvida pelo nosso guitarrista Luiz Marques, que também fechou parceria comigo para criarmos o The Grind Records, selo e distro que formamos pra lançar não só esse material, mas pra lançar outras bandas barulhentas que gostamos.



OPDM - O que vocês tem a dizer para essa galera que está começando no Metal?


Luiz Marques - Pra galera que está começando no Metal, dizemos que o mais importante é não seguir nenhum código de conduta, nenhum preceito ou padrão estabelecido pela maioria. É sempre construtivo, questionar o que tentam te empurrar e é gratificante pensar com a própria cabeça. Hoje em dia o Metal é cheio de restrições contraditórias e preconceitos que muitas vezes não fazem sentido nenhum, então criem seus próprios princípios. Se afastem do radicalismo e da intolerância ingênua. Vivam segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudiquem outras pessoas. E principalmente, quebrem tudo, quebrem as regras e se divirtam fazendo isso.


Fotos por Edna Andrade

Homúnculo é:

Leo Miguel: Voz
Luiz Fernando Marques: Guitarra
Eduardo Crestan: Baixo
Alex Zech: Bateria

Links da banda:


Assista: 
Afirmação da Existência - Live in Studio




Bom galera, mais uma entrevista feita com sucesso, mais uma excelente banda do underground está ai para conhecermos e prestigiarmos.
Obrigado a todos e até a próxima \,,/

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

AJNA - Thrashcore


Banda AJNA, formada em 1990 voltou à cena paulista em 2015 com uma nova proposta e uma nova roupagem musical, moderna, atualizada, influenciada pelo Hardcore, o Metal e o Thrash Industrial, pesado e visceral. Com novos integrantes, a banda apresenta novas músicas, novo visual e nova proposta sonora, com letras em inglês, espanhol e português, sem perder suas características de um vocal feminino gutural, guitarras expressivas e cozinha pesada e nervosa. Trazendo ainda colagens industriais, samplers e a garra que sempre caracterizou o AJNA, banda muito ativa nos anos 90.
Fazendo um rock pesado e hibrido, o AJNA estreou no extinto DAMA XOC (1990), e tocou em lugares badalados e casas de rock do Brasil. Lugares como Brittânia (SP), Aeroanta(SP), Cadeira Elétrica(SP), Dynamo(SP), Centro Cultural São Paulo(SP), Garagem Rock (RJ) e outras ao longo dos 12 anos dessa primeira fase do AJNA, tocando com bandas de peso do cenário musical como; Dr SIN, ANGRA, KRIZIUN, KORZUS, INOCENTES, 365, RATOS DE PORÃO, RATA BLANCA (Argentina) e outras. 





O AJNA fez alguns trabalhos em estúdios, participou de diversas coletâneas e gravou um CD pela “Destroyer Records”, com produção musical de Marcelo Pompeu (KORZUS), no estúdio Mr. Som em São Paulo no ano 2000.


ELIZABETH QUEIROZ – “TIBET”- VOCAL


Veterana no rock brasileiro, Tibet atua intensamente na cena desde o final dos anos 70, onde cantou com bandas conhecidas como MADE IN BRAZIL e TUTTI FRUTTI com quem gravou seu primeiro disco solo pela RCA Victor em 1980. Montou o AJNA em 1990, estreando no Dama Xoc, em São Paulo. Com uma extensa bagagem cultural e musical, Tibet foi editora chefe, juntamente com André Cagni, de uma das mais importantes revista de rock dos anos 90, “REVISTA DYNAMITE”, durante 8 anos e participou de produções e eventos em lugares conceituados como Dama Xoc, Aeroanta, Black Jack, Dynamo e Brittânia, produzindo eventos badalados como Rock Contra AIDS I, II e III e todas as Festas da Revista Dynamite entre outras, além do programa de rádio “DEMOTERAPIA” na 97FM, na década de 90.

IVO ROCHA – BATERIA / SAMPLERS
Em 1986 teve sua primeira banda, PUTRIFACTION OF SOULS. Tocou com as bandas DEATH FORCE (thrash metal), GRINDERFIST (grind/death) até 1998. Em 2002, fundou o PREACHER (heavy metal). Durante 2008 e 2009 integrou a banda de Jair Bloch (pop rock) onde participou da gravação do CD “1º Round”. A partir de 2011 juntou-se ao BREAKDOWN (Brasil/Irlanda) - Death/Thrash. Sempre na ativa, hoje, é baterista das bandas BREAKDOWN e CHAOS RISE.



DAVID FULCI – GUITARRA 
Formado pelo conservatório municipal de Guarulhos, é ex-membro da banda de Death Metal Anarkhon, com quem gravou o álbum “Welcome to the gore show” e teve sua saída anunciada em 2013. É também guitarrista da banda DAMAGEWAR.

NANDO SIMÕES - BAIXO
A vida musical teve seu início nos anos 90, passando por bandas covers e pela banda Autarquia (Heavy Metal tradicional).
Em 2000, montou a banda METALHEART (Accept Cover), banda com grande ênfase na cena paulistana até hoje. De 2012 à junho de 2016 integrou o “Harppia”, onde participou das novas composições e efetuou diversos shows pelo Brasil



Para acompanhar o trabalho da AJNA, clique nos links abaixo:

Facebook Oficial: facebook.com/AJNAROCKOFFICIAL

SoundCloud: ajnarockofficial.blogspot.com.br

Assista ao vídeo de Fatal Bright:


Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense.

sábado, 23 de julho de 2016

Desrroche - Industrial direto da Bahia


Desrroche é uma banda de Rock Industrial/Gótico da Bahia, formada em 2002.
Vamos falar um pouco com a galera da banda.



OPDM - Olá Desrroche, é uma satisfação tê-los aqui conosco. Conte-nos um pouco sobre seu início em 2002. Alguma coisa mudou de lá pra cá?

Lexpedra (voz): A satisfação é toda nossa e estaremos sempre disponível .

A Desrroche é fruto de toda essa decadência musical dos últimos anos, ela foi gerada de uma necessidade de se fazer da música com mais arte e de forma diferente do que estava acontecendo, por aqui não existia uma banda que realmente levasse a arte da interpretação com uma boa expressão visual, sentir a energia emanando do palco e fazer com que o publico ouvisse na musica o que esta visualizando no palco, sempre sentir um desconforto em ir aos festivais ouvir uma boa musicas, e quando levantava a cabeça para ver a banda que estava executando perdia-se toda referencia da musica, (não todas as bandas, mas praticamente 90% delas) não havia interpretação, faltava arte visual para deixar a música mais fascinante e levar o publico despertar as suas próprias fantasias. Nos shows da Desrroche a maioria do publico não “batem cabeça” preferem assistir, pois podem perder algum detalhe na performance da banda, de fato que existem os seres mais “exaltados” deixando a energia da banda comandar os seus corpos.
Durante essa jornada desde 2002 muitas coisas mudaram, fincamos a bandeira da Desrroche na cena do Rock da Bahia, ainda somos uma banda única, poucos tem a coragem de fazer da forma que fazemos, de se expor da forma que fazemos, marcamos pontos estratégicos, ganhamos vários prêmios em festivais, participamos de festivais conceituados como o Prêmio Caimmy em 2015, muitas mudanças no corpo da banda, em um ano chegou a passar mais de 03 guitarristas pela banda, hoje temos uma formação com mais uma guitarra com a configuração de: Ninovisk (baixo), Dria Sant (Guitarra), Eric Eclipsha (guitarra), Lucius Dark (sintetizadores) e Moka (bateria), para ser um Desrroche é necessário ter a arte no sangue além da musica, temos que nos doar totalmente para o publico e para o nosso trabalho, deixar a nossa paixão e emoção expelir pelos poros, não ter vergonhas de demostrar os seus sentimentos e acima de tudo respeito entre si e mais ainda respeito e paixão pelo publico.
Hoje, estamos em um momento muito forte que evidencia mais ainda a banda para o eixo do “Rock Industrial”, mais elementos sintéticos nas musicas e um visual temático mais forte do que antes.

OPDM - Como é fazer Rock Industrial/Gótico no Brasil hoje diante das dificuldades que a cena metálica vem enfrentando?

Lexpedra (voz): De fato as dificuldades sempre existiram e vão existir independente da época, nada é fácil, na verdade nunca foi, tudo que é feito acaba sendo sobre “sacrifícios” principalmente se tratando de uma vertente que não é tão popular no Brasil e principalmente na Bahia, acredito que isso acontece com todas as vertentes do “subterrâneo”, mas quando se tem um sonho e quando encontramos pessoas que sonham juntos as dificuldades são superadas passo a passo e os resultados sempre vêm.

OPDM - Você tem alguns registros gravados e estão na reta final para o lançamento do EP Conecte 1969. Como é para a Desrroche a experiência do estúdio?

Lexpedra (voz): A Desrroche em estúdio é um grande laboratório as possibilidades são incalculáveis, sempre vamos tentar sair do convencional a busca da Desrroche é sempre romper esses tipos de barreiras que limitam e até mesmo estrangulam a possibilidade de evolução, não hesitamos em tentar fazer mais e melhor do que já foi feito, claro que sempre temos um engenheiro de som para nos guiar, pois em muitas vezes nos excedemos nas vontades e nas viagens, estamos trabalhando há meses no EP Conecte 1969, passamos pela pré-produção que começamos em Janeiro de 2016 e finalizando as gravações em Julho a ansiedade é muito grande para ouvir e sentir as faixas finalizadas, agora Uwe Hebert Rohr (nosso engenheiro de som) esta finalizando as mixagens e provavelmente faremos as masterizações com ele, pois ele é uma boa referencia da escola Alemã.

OPDM - Como é a cena da Bahia da atualidade? Vocês tem uma resposta satisfatória do público da sua região?

Lexpedra (voz): Como falei anteriormente o tipo de arte que fazemos ainda é uma “novidade” por aqui por mais que estejamos fazendo 14 anos, estamos sempre adicionando novos amigos novos fãs a cada apresentação que fazemos, pessoas que se identificam com a nossa forma de mostrar a nossa arte. Aqui em Salvador temos uma cena rocker bastante movimentada, sempre tem bandas tocando em algum pub na cidade, temos o Festival Palco do Rock (onde já participamos por mais de 08 anos) que acontece anualmente durante os 04 dias de carnaval trazendo uma média de 3mil pessoas por dia com bandas locais e bandas de vários estados, sempre tivemos ótimas respostas do publico, temos algumas rejeições dos conservadores do metal por trazermos uma proposta mais ousada e evoluída, mas sabemos que é muito difícil agradar a todos e isso para nós não é problema, todos tem os seus direitos. Nos últimos shows que fizemos em Salvador a media de publico foi de 1000 a 1500 pessoas no centro histórico, isso pra uma banda como a nossa é bem satisfatório.

OPDM - A Desrroche está mostrando seu grande potencial em seus 14 anos de existência, isso é exemplo para muitos que buscam seu espaço e o reconhecimento do seu trabalho. O que vocês tem a dizer para essa galera que está começando no Metal?

Lexpedra (voz): Antes de tudo só faça se você realmente ama, não desista, seja objetivo, foque nos seus sonhos, não deixe que as palavras negativas te desanime, pelo contrario, pegue essas palavras e faça dela combustível para avançar e melhorar os seus projetos, mude a sua opinião quando for necessário, faça tudo da melhor forma possível, tenha paciência não busque resultados em curto prazo, se for fazer uma foto da sua banda procure um profissional, se for gravar procure um profissional para te ajudar, se for usar as redes sociais pra divulgar o seu trabalho estude a melhor forma, não confunda investimento com custo, crie regras e cumpra, seja forte nas suas exigências e nos seus ideais se você acredita que pode ninguém vai tirar isso de você e se você não fizer ninguém vai fazer por você. Busque parceiros, faça vínculos com outras bandas amigas juntem-se e façam os seus eventos respeitem SEMPRE o publico faça ou pelo menos tente fazer show para 30 pessoas da mesma forma que faz para 3000 pessoas e a cada passo não hesite em conhece novas pessoas até mesmo fora das suas ramificações, afinal precisamos ser conhecidos por pessoas que nunca nos ouviram.

Integrantes:
Voz: Lexpedra
Baixo: Ninovisk
Bateira: Moka
Sintetizador: Lucius Dark
Guitarras: Adriano Mars e Eric Abbehusen





Discografia:
Nesse momento finalizando as gravações do próximo EP intitulado Conecte 1969
Ano 2014 – Single: Nova Canção
Ano 2010 – EP: Se eu morresse amanhã
Ano 2009 – Single: Caixa do Segredo
Ano 2006 – EP: Desrroche Ano 2003 – CD Demo 

Para quem quiser conhecer um pouco mais da Desrroche, acesse os links abaixo:



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Bom pessoal, ficamos por aqui com mais uma entrevista. Até a próxima \,,/
Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense.