sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ATTOMICA - Três Décadas de Puro Metal



A banda brasileira de Thrash Metal Attomica, fundada em 1985, realizou um grande show no Brasil no Sesc de São José dos Campos/SP em comemoração de suas 3 décadas de estrada. Neste show a banda registrou grandes momentos e depoimentos dos seus fãs que expressaram a importância e relevância histórica da banda para o metal brasileiro e mundial.
O show aconteceu na cidade de origem do Attomica, São José dos Campos, uma Cidade do Estado de São Paulo, localizada na região conhecida como Vale do Paraíba.




Durante o show a banda executou vários clássicos lançados nas últimas três décadas, como “Marching Over Blood”, “Limits Of Insanity”, “Deathraiser” e músicas mais recentes como “The Last Samurai”, último single da banda.



Marcelos Souza (guitarra/back vocal) falou sobre o que representa estar no Attomica: "Em Primeiro lugar é uma honra estar tocando no Attomica que é uma banda de muito respeito, muito fãs e ao mesmo tempo uma responsabilidade grande de poder manter a qualidade."
Argos Danckas (Bateria) falou sobre como é estar diante dos fãs da banda: "aqui é a cidade de origem da banda, é o berço da banda! O prazer de tocar para a galera, para quem é fã da banda, a energia, a vibe de você subir no palco e ouvir aquela galera gritando o nome da banda, é fantástico.  
Andre Rod (baixo/vocal) destacou a importância desse show e da nova geração: "Aqui no Sesc aconteceu o primeiro show da banda  e hoje estamos aqui novamente..."
"...e a cada lugar que temos ido temos visto essa molecada, é importante".


Aos poucos cada um desses vídeos serão lançados no canal do Youtube e nas redes sociais da banda.
O primeiro vídeo é um mini documentário e em paralelo a banda disponibiliza o ao vivo de seu último single “The Last Samurai”.
Confira os vídeos:


ATTOMICA - The Last Samurai live



ATTOMICA - Three Decades – Live


A banda que agora está fixa como um trio após a saída de Thiago Donizeth (Guitarra), segue fazendo alguns shows pelo Brasil, mas o foco principal é a preparação e produção do novo álbum previsto para o segundo semestre de 2017.
Fotos por: Felipe Endrehano e Fernando Rodrigues (Pyda Rod).

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Apophizys - Death Metal do Rio Grande do Sul


Fala galera!! A entrevista de hoje é com a banda de Death Metal Apophizys, do Rio Grande do Sul, espero que curtam!!

OPDM - Apophizys é um nome relativamente recente na cena metal independente, já que a banda iniciou em 2005 com o nome de SlaughterFleshcult e só passou a chamar-se Apophizys em 2012. Como se deu essa mudança? Houveram muitas dificuldades de adaptção ao novo nome e estilo?

APOPHIZYS - A banda passou por mudanças de formação e acabou ficando parada por algum tempo, após voltarmos a ativa em 2012, com novos integrantes e uma proposta de som um pouco diferente, também achamos conveniente a mudança de nome para a nova fase que estávamos vivendo.

OPDM - Como funciona o processo de composição da banda? Conte-nos como é a Apophizys em estúdio.

APOPHIZYS - Geralmente algum de nós já vem com uma ideia pro ensaio, algo já direcionado mas não concluído, assim todos podem opinar e modificar até que seja necessário, fizemos jams algumas vezes para testar coisas novas. Todos tem influências distintas, então é bom que todos opinem pra no final das contas ter a nossa cara.

OPDM - Em 2015 vocês lançaram o álbum Into the Chaos. Como foi recebido pela galera? Foi difícil lançar esse trabalho?

APOPHIZYS - Foi muito bem recebido, conseguimos vários selos para distribuir o material pelo Brasil, e recebemos muitas mensagens individuais para adquirir o CD diretamente conosco. Ficamos felizes com as críticas, foi a nossa primeira experiência em estúdio, tiramos o que podíamos e conseguíamos na época, estão estamos gratos pela receptividade positiva.


Créditos da fotografia - Cassiano Vargas


OPDM - Como já foi dito acima, vocês começaram em 2005. Como era a cena dessa época? Quais eram as vantagens e desvantagens de se ter uma banda em 2005, em relação a hoje?

APOPHIZYS - A sensação é de que na época havia mais público participando dos festivais, o underground era mais variado, no sentido de ter sempre bandas diferentes tocando, acho que isso também incentivava um pouco o público, já que sempre haviam coisas novas pra assistir. A desvantagem de ter uma banda em 2005 era a maior dificuldade com divulgação, pois não existiam metade dos recursos que se tem hoje para espalhar o material por aí.

OPDM - Durante todo esse tempo, vocês sem dúvida trabalharam bastante. Houve algum show que vcs consideram mais importante para a carreira de vcs?

APOPHIZYS - É difícil escolher um só, mas acho que escolheríamos o Obscure Faith Festival, pois tocamos com uma banda internacionalmente conhecida, e outras bandas influentes do cenário nacional. Foi uma grande experiência, pois fizemos novos contatos, e muita gente nova pode nos conhecer, principalmente em questão de público.

OPDM - Considerações finais:


APOPHIZYS - Agradeço mais uma vez pela participação!

Muito obrigado a todos que estão lendo aqui até o fim, e ao espaço cedido para divulgação! Quem não conhece ainda nosso som e tem curiosidade, pode nos acompanhar na página da banda pelo facebook. Obrigado novamente, STAY BRUTAL! 

Ouça agora na íntegra o álbum Into the Chaos:



Para maiores informações sobre a banda, acesse os links abaixo:


Bom galera, ficamos por aqui, espero que tenham curtido e até a próxima semana com muito mais Metal para vocês!!

\,,/

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Critical Fear - Thrash Metal de SP



                                      

Banda formada em Iracemápolis - SP no final de 2008 com o propósito de tocar Thrash Metal na veia dos anos 80, com influências de Punk e HC e letras que combatem a injustiça de nossa sociedade capitalista. Em 2016 a banda teve seu primeiro disco lançado pela Marquee Records, versão digipack contendo a Promo -2009 de bônus e versões de novas composições. Atualmente a banda segue com novo baixista e encontra-se finalizando as músicas do próximo álbum, que tem previsão de lançamento para meados de 2017.

Conversamos com a galera da Critical Fear. Confiram esse papo \,,/


OPDM - Como foi para vocês a mudança de integrantes ao longo da carreira da banda? O que isso interferiu no desenvolvimento da mesma?

Antonio Perci Moraes - Esse foi até hoje um dos grandes problemas da banda, desde a fundação, passamos por diversas mudanças e é sempre muito difícil recomeçar, mas quando se acredita em algo, você não desiste, a mudança de membros atrasou o processo de lançamento de novos materiais e sem falar na dificuldade em traçar planos maiores para o grupo.

OPDM - O primeiro registro de vocês foi a PROMO-2009. Como foi a aceitação do público na época que vocês lançaram ?

Antonio Perci Moraes - O pessoal curtiu, a gravação foi bem simplona, kkk, afinal de contas era uma demo, mas mesmo assim o pessoal achou legal. Alguns brothers que encontro nos roles que lembram da demo falam, hey ainda tenho aquela desgraça que vocês gravaram kkk, está guardada na coleção.


OPDM - Houve um hiato nas gravações de “Conflicts”, vocês iniciaram em 2010 porém, só lançaram em 2011. Isso se deve a saída do ex-baixista Vinicius Toledo, ou foi por opção da banda?

Antonio Perci Moraes - Justamente e por falta de condições financeiras e tempo para finalizar o disco, eram tempos difíceis, trabalhando, fazendo faculdade, filho pequeno, família para sustentar e tudo isso complicava, na época estávamos somente eu e Ramon Sena e em dois era complicado terminar tudo, foi ai que entrou o camarada Cícero Hernandes somando terminamos o disco.

OPDM - A banda teve muitos altos e baixos, mas essa história do raio ter queimado o computador , que estava todo material masterizado da banda, foi uma situação bizarra. Conte-nos um pouco dessa péssima experiência que tiveram.

Antonio Perci Moraes - Foi no ano de 2013, estávamos com uma outra formação, ensaiando regularmente, fazendo alguns shows, inclusive abrimos para o Master e para o MX na época. Decidimos gravar um novo material, gravamos com a melhor qualidade possível, emprestamos os microfones de um camarada, o nosso baixista da época era meu grande amigo Celsão Fernandes, fez todo trampo de gravação, em seu home estúdio, foi bem DIY, faça você mesmo e ficou bem massa, ai depois de tudo pronto, masterizado, eu liguei para o Celso e pedi uma cópia para ouvir em casa, ele disse tranquilo man, já já está na mão, foi que naquela noite a caiu maior tempestade e deu um raio e boa parte do hd foi danificada, só temos algumas coisas, pois antes de tudo finalizado Celsão nos havia passado. E depois disso bateu o maior desânimo e resolvemos dar um tempo.



OPDM - Entretanto, em 2016 vocês recebem a proposta pra lançarem um material pela Marquee Records. Falem sobre esse lançamento, como foram as gravações, o processo de composição e pra quando podemos esperar o lançamento oficial?

Antonio Perci Moraes – Então, eu estava em casa havia acabado de chegar do trabalho, e recebi em meu celular uma ligação do Rio de Janeiro, falei, caramba, quem será? E era o Armando, proprietário da Marquee Records, perguntando se o nosso disco, Conflicts já sido lançado de maneira oficial, prensada, e com todo o cuidado que necessário, eu disse que não, que nós mesmos fazíamos as cópias, montávamos e passávamos para frente. Ele nos ofereceu a chance de ter nosso primeiro play, em versão digipack, e remasterizado, na hora não acreditei no que estava ouvindo, para mim era um sonho sendo realizado, ter o disco que trabalhei com tanto amor e dedicação para criar sendo lançado por um gravadora de grande reconhecimento, era algo sensacional. Decidimos incluir como bônus track as poucas faixas que sobraram do disco perdido, e a nossa demo de 2009. Esse ano 2017, iremos com certeza lançar um novo play cheio de novas músicas e espero que o pessoal curta.

OPDM - E como foi a volta do baterista Sena? Quais as expectativas da banda pra essa nova fase que se inicia?

Fernando Freak - no meu modo de ver foi de extrema importância, o Sena é o baterista original da banda, ajudou a criar e voltou de onde nunca deveria ter saído.

Antonio Perci Moraes – Sena sempre foi um músico muito dedicado, se estamos aqui hoje, dando essa entrevista é graças ao esforço conjunto que tivemos nos anos iniciais da banda, ter ele de volta após 5 anos longe da banda é algo realmente animador, já até me acostumei novamente a não ouvir direito as guitarras no ensaio kkkk já que ele tem a mão muito pesada kkkk

OPDM - A Critical Fear lançou o vídeo clipe “Lies”, e vocês já atingiram a marca de mais de 35.000 visualizações, uma marca muito considerável. A banda sempre apostou que fossem chegar nesse marco, ou vocês acreditam que nos tempos atuais a internet auxilia muito na divulgação?

Fernando Freak - Quando lançamos o clipe não esperávamos essa quantidade de views, divulgamos bem via redes sociais, mas mesmo assim não achávamos que teria essa marca, se tratando de uma banda brasileira, pouco conhecida, essa marca é uma vitória, sobre divulgação na internet eu acho extremamente importante , visto que muitas pessoas hoje tem acesso, tornando extremamente rápida a divulgação do trabalho, mas não significa que é fácil, divulgamos nosso trabalho diariamente nas redes sociais e é um verdadeiro trabalho de formiga, de grão em grão.

OPDM - E pra fechar,gostaria de agradecer imensamente pela entrevista que deram ao blog Death Mask e gostaria que nos falassem qual a expectativa da banda para 2017? O que público pode esperar de vocês esse ano?


Fernando Freak – Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente pela oportunidade dessa entrevista, e parabenizar o blog Death Mask pelo trabalho que vem sendo feito. Sobre os expectativas, buscaremos estabilizar essa nova formação, entraremos em estúdio ainda esse ano para concluir o novo albúm, e estamos pensando em realizar uma tour por algumas cidades do Brasil e talvez no exterior.

Confiram aqui o clipe de "Lies"


Para conhecerem melhor o trabalho da Critical Fear, acessem:

Ficamos por aqui galera, até a próxima!!

Esta matéria foi realizada pela colaboradora Bia Coutinho.
Bia Coutinho é uma desenhista, tatuadora e body piercing, de Duque de Caxias RJ. Vocalista da banda Mysttica e atual baixista da banda de thrash metal, Machine of War, Bia Coutinho é frequentadora da cena Metal Carioca desde a sua adolescência.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Eternal Sorrow - Doom Metal de Curitiba




A banda Eternal Sorrow Surgiu em 1994 com a proposta de desenvolver um Doom Metal pesado e agressivo.
Lançado em 1995 o Demo Tape "The Sadness 'Elevation", com uma Introdução e duas músicas (Eternal Sorrow e Lonely Sufferance). Após o lançamento dos álbuns "The Way of Regret - 1998" e "Legacy - 2003" O Eternal Sorrow divulga o seu mais recente trabalho lançado em agosto de 2015, trata-se do 3° álbum de estúdio intitulado 'The House'.

OPDM - Contem para nós um pouquinho sobre a banda, quem deu início ás atividades da banda e como foram as tomadas de decisões que levaram a Eternal Sorrow a ser a banda que é hoje?

Mauricio: O ETERNAL SORROW foi criado em maio de 1994 com a proposta de fazer um som pesado e lento, pois na época haviam poucas bandas nesse estilo no Brasil. 
Com a primeira formação fundada começaram as composições, e como cada integrante tinha uma influência diferente o som foi ficando com uma identidade própria. Com o passar dos anos e mudanças de formação as músicas foram se lapidando, mas nunca perdendo a 'cara da banda'. Hoje acredito que temos uma musicalidade bem própria e sempre buscando melhorar.  

OPDM – Ultimamente essa pergunta não pode faltar em qualquer entrevista que façamos. Como é levantar a bandeira da música autoral no Brasil, no estilo Doom Metal especialmente?

Fernando:  No mundo todo o cenário para música autoral não é fácil, mas no Brasil é ainda mais difícil pois grande parte do público não se interessa por músicas novas feitas no país (também culpa do número excessivo de bandas, muitas de qualidade duvidosa), além de ficarem contentes apenas em ouvir os velhos 'medalhões' e comparecer a shows de bandas 'covers'. 
Financeiramente também não há investimento pior, pois ele é alto e não há retorno. CDs não são mais vendidos e cachês no país são praticamente inexistentes. O que resta é uma grande teimosia de nossa parte e uma paixão pela criação artística, que é ao mesmo tempo um prazer e uma maldição. Isso vale para o Doom Metal e qualquer outra forma de arte underground feita no país, incluindo teatro, artes plásticas, etc.



OPDM - Qual é a resposta do público a cada trabalho lançado?

Mauricio: Cada trabalho tem uma receptividade diferente, uns preferem um álbum e outro preferem outro, mas no geral sempre foram bem recebidos pois nosso público tem se mostrado fiel e sempre acreditando em nosso trabalho, nós só temos a agradecer a cada um deles. 

OPDM - Fale um pouco sobre cada um de vocês.

Adriano: Comecei a tocar em 1988, em uma banda de rock e blues que se chamava 'Kannalhas' que foi até o ano de 1992, depois entrei em uma banda de Black Metal chamada 'Solaletiel' que toquei até 1996. Com o fim desta, me chamaram pra tocar no ETERNAL SORROW em 1996. Nesse período tive uma passagem de quase dois anos na banda de black metal 'Amen Corner'. Atualmente minha dedicação é total e exclusiva ao ETERNAL SORROW.

Alexandre: Sou guitarrista há 18 anos participei de algumas bandas do cenário metal underground de Curitiba e sou Guitarrista no ETERNAL SORROW desde março/2016.
Também sou guitarrista em outra banda chamada DEFORMED SLUT (Death Metal).

Fernando: Eu participo de bandas de música extrema desde 1996, principalmente nas bandas Insane Devotion (que lançou álbum novo ano passado) e Nahtaivel (música eletrônica industrial). Mas já participei ou gravei com diversas outras bandas como Reverence, A Tribute to the Plague, Evilwar, Murder Rape, Necrotério, Doomsday Ceremony e parcerias em diversos outros projetos de metal e música eletrônica. Além de hoje também ser integrante das bandas ETERNAL SORROW e Great Vast Forest.

Mauricio: Eu tive algumas experiências com bandas antes do ETERNAL SORROW, umas brincadeiras aqui outras ali, mas a grande oportunidade foi quando montamos o ETERNAL SORROW e estou aqui desde maio de 1994. Pretendo ficar até não poder tocar mais rsrs.

Ricardo:  Sou nativo do interior do Paraná, por volta de 1990 comecei a escutar heavy metal e dois anos depois montei minha primeira banda. Alguns anos depois, mudei para Curitiba com propósito de estudar e trabalhar. Eu já tinha conhecimento de algumas bandas que aqui estavam em atividade e aos poucos me envolvi com o cenário underground comparecendo em alguns shows (sempre sem interesse em montar ou entrar em banda). 
Tocar com ETERNAL SORROW foi uma oportunidade em que não tinha como dizer “ NÃO" ... Quase 15 anos se passaram e aqui estou dividindo o espaço com grande amigos!!!!


OPDM - Como funciona o processo de produção da banda? Normalmente de quem são as ideias para as composições?

Alexandre: As idéias para as composições do ETERNAL SORROW são de todos. Cada um traz novas idéias para os ensaios ou uma música pronta por exemplo, para a análise em conjunto e no andamento de novos ensaios vamos aprimorando conforme outras idéias vão surgindo. 

OPDM - Quais são os planos futuros da banda?

Ricardo:  A principio, observando o ano de 2016, foi um ano de entrosamento nesta nova formação. Mesmo sendo amigos de longa data, precisávamos nos conhecer musicalmente. Fizemos duas apresentações, foram diversos ensaios semanais desde março até agora em dezembro, sempre com media de até três horas de duração. Já estamos iniciando o processo interno de composições de novas 'canções' (... hehehehe ... ), mas nossos planos para o futuro, mesmo.. é sempre manter a essência que a banda teve, ensaiar muito para tocar em alguns shows e compor um novo álbum em breve.



OPDM - Como contratar a banda para shows?

Alexandre: Através dos e-mails: eternal.sorrow.doom.metal@gmail.com / lilian.silva75@hotmail.com
E também pela página oficial no facebook do ETERNAL SORROW.

OPDM - Considerações finais.

Alexandre: Em nome do ETERNAL SORROW Agradecemos ao espaço do blog DEATH MASK, e convidamos a todos que conheçam mais do nosso trabalho através dos nossos canais




OPDM - Agradecemos a presença de vocês aqui no blog e desejamos muito sucesso na estrada!! 
Fiquem aqui com o som pesado do Eternal Sorrow!



Ficamos por aqui com mais uma matéria do nosso underground brasileiro, espero que tenham curtido essa grande banda.
Até a próxima!!

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Demolition - Thrash Metal de MG




DEMOLITION é uma banda de Thrash Metal que surgiu em meados de 2014 em Governador Valadares, MG, idealizada pelo baterista Wagner Oliveira, que já teve participação e outras bandas de renome. Moldado na antiga escola, tem como influência nomes como Testament, Sadus, Kreator e Exodus.
Vamos conhecer um pouco mais da banda.

OPDM - Fala galera do Demolition, é uma satisfação tê-los aqui conosco.

OPDM - A Demolition surgiu em 2014. De lá para cá, os objetivos da banda mudaram ou não? Quais são os ideais da Demolition hoje?

Demolition - Então, desde o inicio da banda até hoje, ela se mantem com a mesma ideia e objetivo, que é fazer um som que gostamos e curtimos e fazer um protesto sobre tudo aquilo que acontece nos dias atuais, no nosso cotidiano, sem ficar buscando coisas antigas pra falar ou coisas históricas, a principio essa é nossa ideia e foco, porque achamos que tem muita coisa acontecendo ao nosso redor que ninguem fala ou bate de frente.

OPDM - Sabemos das dificuldades gerais da cena brasileira. Para vocês, como tem sido lidar com as adversidades de se ter uma banda de trabalho autoral? A banda enfrenta algum tipo de dificuldade para se manter?

Demolition - As dificuldades são muitas, se você se propõe a fazer um trabalho sério e que queira levar pra frente, que queria fazer a coisa o mais profissional possível, você vai ter gastos de diversas formas, desde uma gravação de qualidade a merch, divulgação, pessoas pra trabalhar ao lado da banda, e além disso, toda banda que está no seu inicio sofre pra se mostrar na cena não é mesmo? É sempre complicado conseguir bons festivais pra se tocar, porque as pessoas não dão muito crédito a banda por não conhecer, você tem gastos com viagem, com equipamento, e varios fatores, mas na Demolition, o bom é que todos estão na mesma vibe, querendo a mesma coisa, então por mais que tenha dificuldade, fica mais fácil lidar quando a banda está em sintonia.



OPDM - Como é o processo de composição da banda? Conte-nos um pouco sobre a sua parte criativa.

Demolition - Então, nessa parte é bem fácil, porque todos trazem ideias, riffs ou ate um sofejo, tudo a gente consegue aproveitar, após a gente selecionar o que vai se usar e o que não vai, eu entro estruturando as músicas e criando arranjos ou algo que faltar, a Thais que é vocalista, tbm traz algo de instrumental pra banda avaliar entende, todos damos ideias no instrumento do outro, na Demolition não existe aquela coisa, só quem compõe as coisas de batera sou eu e ponto, não existe isso, todos dão ideias, até mesmo modificam coisas que eu já havia criado, se ficar bom e todos agradarem fica, se não, vamos atrás do melhor, tudo que criamos a gente grava como uma pré produção, e passamos pra Thais criar as melodias vocais e letras, claro que a gente define uma ideia para cada música antes dela ser composta, a gente vê sobre o que queremos falar naquela música, dependendo do que será, a gente já sabe se vai ser mais extrema ou mais cadenciada, ou com mais arranjos quebrados, tudo depende do que vai ser falado, isso vira a alma da música pra podermos criar, e assim surgem as musicas da banda, é muito tranquilo e facil de trabalhar. 

OPDM - Vocês lançaram em abril desse ano o EP “Manipulation of Tragedy”. Falem um pouco sobre esse material, como foi o processo de gravação até a finalização do trabalho? 

Demolition - Então o EP foi um trabalho bem cansativo de fazer apesar de ser 4 faixas, devido as mudanças de formação até se chegar no time que temos hoje, quando firmamos o quarteto que não era com a Thais no vocal, era um vocalista homem, a gente finalizou as 4 músicas e fomos atrás de quem iria produzir nosso EP e onde seria gravado, sem muito escolher fomos atrás de dois profissionais que eu particularmente conheço, são meus amigos e conheço o trabalho deles, um deles e o Clerio Junior do “Estudio Radiola” daqui de Governador Valadares, que fez toda a captação do áudio da banda, ela já conhecia um pouco da banda, e sabia bem o que eu queria, como seria a pegada do EP, e foi muito bom trabalhar com ele, porque estávamos entre amigos, e ele fez uma excelente captação. Após captarmos, jogamos na mão de outro cara que também é muito nosso amigo e parceiro o produtor Albenez Carvalho, proprietário da “METAL MIX UNDERGROUND”. Ele pegou nossas músicas e fez um trampo de mixagem e masterização incrível que até pessoas amigas da banda de outros países quase não acreditaram que tivesse sido feito aqui na cidade, até porque o polo para isso fica nos grandes centros como São Paulo. Todas as resenhas sempre falaram muito bem da qualidade do trabalho e isso nos rendeu bons frutos, Albenez tbm já produziu bandas de renome na cena e atualmente e guitarrista da lendária banda de black metal “MISBELIEVER” . O trabalho deles foi exatamente o que a banda queria, tanto em timbres de guitarra, baixo, batera e voz quanto no timbre geral do EP. 


OPDM - A Demolition já passou por mudanças na formação e uma delas foi a entrada de Thaís Teixeira nos vocais. Algumas vezes é difícil para o público uma troca de vocalista, como tem sido a aceitação do público?

Demolition - Mudanças são ruins por um lado e boas por outro, ruim porque você fica apreensivo se o próximo dará conta, se os fãs da banda vão gostar e tudo mais, só que na mudança de vocalista da Demolition foi totalmente o contrário, o ex vocalista é um grande vocalista, mas desde o início da banda, pelo menos eu quando eu tinha a banda só na minha cabeça, eu queria um vocal mais extremo, mais Death, coisa mais pesada pra dar mais peso pra banda, coisa que não é tão comum nas bandas de Thrash Metal. Com a saida do Ex vocalista, a Thais como já estava estudando técnica vocal a quase 2 anos e já conhecia a banda desde o início, convidamos para fazer um teste, e no primeiro dia a gente já oficializou a Thais na banda, pois foi exatamente o que a banda precisava na nossa visão, não sabíamos se iria agradar quem curtia a banda, mais pra nós agradou demais, com isso, o EP já havia sido prensado, e não tinha mais jeito de regravar os vocais pra sair no EP. Com isso decidimos que regravaríamos os vocais pra divulgar virtualmente, e nosso baixista teve a ideia de colocar um Qr code fixado no cd para que quem comprasse o EP, tivesse direito de baixar o mesmo EP so que com a voz da Thais, e isso foi uma sacada muito boa, galera gostou muito, porque você compraria o EP e ganharia outro virtual com a voz dela. Quando foi lançado o anúncio da entrada da Thais e uma regravação com ela, a reação do público foi a melhor possível, vieram elogios tanto do Brasil quanto de muita gente de fora do país, que já acompanhava a banda, como Europa, EUA e Rússia, e isso nos deixou muito felizes, e empolgados pra começar os shows e consequentemente compor um single pra gravarmos e lançar um vídeo clipe com a Thais, essa música já está quase pronta, é provável que esse ano gravaremos e no inicio de janeiro já lançamos e gravaremos o Vídeo clipe. Os shows tem sido cada vez mais insanos e a galera que não conhece a banda que vê o show, gosta muito e elogia bastante, isso é gratificante ainda mais após uma mudança de vocal.


OPDM - Deixem um recado para a galera.

Demolition - Queria agradecer ao “Portal Death Mask” em nome da Demolition, pela oportunidade e apoio que estão dando ao metal nacional, agradecer a todos os que apoiam a banda direta e indiretamente, aos fãs da banda e dizer que a Demolition está na ativa com os shows, com força total, quem quiser levar a banda pra fazer show é so enviar um e-mail para demolitionthrashmetal@gmail.com , quem quiser adquirir o Merch da Demolition, é so entrar em contato na Page da banda https://www.facebook.com/Demolition.thrashmetal/ e dizer que e início de 2017 tem material novo, single, Video Clipe e Full album, Valeww.

Assistam a Demolition e se inscrevam no canal do Youtube para ficarem por dentro dos lançamentos da banda:



Bem galera, chegamos ao final de mais uma matéria aqui no Portal, espero que tenham curtido. Até a próxima!!

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Miasthenia - 22 anos de Metal Extremo




Miasthenia é uma banda de Extreme Pagan Metal de Brasília, formada em 1994. Tive a satisfação de falar um pouco com Susane Hécate em entrevista para o blog. Confiram!

OPDM - É uma satisfação tê-la aqui conosco. Conte-nos um pouco sobre o início início de tudo em 1994. Na época, vocês acreditavam chegar tão longe e manter a banda durante tantos anos?

Hécate -  A banda foi formada em 1994 por mim, Vlad e Mictlantecutli. Em 1995 gravamos nossa primeira demo-ensaio “Para o encanto do Sabbat” onde eu toco guitarra e faço backing vocals. Em 1996 gravamos a primeira demo “Faund – Trágica Música Noturno”, lançada em um Split CD pela Evil Horde record em 1998. Nessa demo eu toco baixo, teclado e canto também. Nosso primeiro álbum “XVI”, lançado pela Somber Music, veio em 2000 com a entrada de Thormianak nas guitarras, na saída de Vlad, e inserção de Mist no contra-baixo. Com essa formação gravamos em 2004 o álbum “Batalha Ritual”. Em 2008 gravamos o “Supremacina Ancestral”, com a presença de Hamon (Mythological Cold Towers). Estes dois álbuns foram lançados também pela Somber Music. Em 2012 a banda virou um trio, formada por mim, Thormianak e V. Digger na bateria, e com essa formação gravamos em 2014 o “Legados do Inframundo” e este ano (2016) o nosso mais novo álbum “Antípodas” que será lançando em 2017. Com certeza não esperávamos que a banda fosse tão longe em relação ao tempo de sua existência, mas o Miasthenia nunca parou, mesmo tendo momentos difíceis, de pouca produção e mudanças de formação, a banda sempre existiu e continuou, porque acima de tudo precisamos disso, gostamos do que fazemos. Não sei se chegamos tão longe em termos de repercussão na cena Metal, mas estamos satisfeitos, até porque temos que dividir a banda com nossas carreiras profissionais.

OPDM - Como era a cena dessa época? Em 1994, quais eram as vantagens e desvantagens de se ter uma banda, em relação a hoje?

Hécate - O Black Metal no Brasil tinha como maior representante o Sarcófago. Curtíamos bandas como Venom e outras de Death Black metal como Samael e Rotting Christ. Em Brasília erámos bem diferentes, ainda mais compondo letras em português e abordando temas de paganismo antigo. A maioria das bandas, de nosso amigos, era de Death Metal. Shows eram e sempre foram raros. Nos anos 1990 pra tocar num show a gente tinha que fazer tudo, procurar local, buscar patrocínio, fazer cartaz, divulgar, se envolver totalmente na produção, o que dava muito trabalho. Ainda bem que erámos mais jovens e tínhamos tempo para isso. Hoje a situação é um pouco melhor, mas ainda não ideal, se queremos um show de qualidade nós ainda temos que nos envolver na produção e para isso não temos tempo. Mas na última década conseguimos fazer vários e bons shows pelo Brasil, com o apoio mesmo da cena e produtores locais, então isso já é um avanço. Vantagens e desvantagens sempre há, dependendo dos objetivos da banda. As dificuldades nos aborrecem bastante nesse percurso, por isso fazemos poucos shows, mas continuamos na ativa, porque gostamos muito do que fazemos.



OPDM - Como é fazer Pagan Black Metal no Brasil hoje diante das dificuldades que a cena metálica vem enfrentando?

Hécate - Nós do Miasthenia temos grande orgulho em compor e tocar nesse estilo de metal, é o que nos move. As dificuldades não são maiores nesse momento, no passado foi bem pior, então não vejo essa crise na cena em termos de dificuldades, porque hoje muitas bandas tem oportunidade de gravar um bom álbum e fazer grandes turnês no Brasil e até na Europa, algo extremamente difícil nos anos noventa. Hoje vc precisa se destacar mais para conquistar público e espaços de shows com qualidade.

OPDM - Vocês tem diversos registros de estúdio e também ao vivo. Como é para vocês o período de gravações?

Hécate - É o período que eu particularmente mais gosto. Este ano estivemos envolvidos nesse processo de gravação, mixagem e produção de encarte do álbum. Foi estressante, tenso e também prazeroso, porque sempre idealizamos o melhor. Esse processo de criação é o que nos faz crescer e nos dá mais orgulho, porque é quando conseguimos expressar em termos sonoros nossas ideias, é mágico!



OPDM - Seus álbuns contém temáticas históricas como por exemplo, “Legados do Inframundo” que se inspira na cosmologia mítica dos antigos Mayas, sobre a morte e o inframundo (Xibalba). Como funciona o processo de composição da Miasthenia e quanto tempo de estudo geralmente exige um trabalho como esse?

Hécate - Inicialmente eu e Thormianak estudamos e discutimos a temática que vai inspirar a composição sonora, para ser produzida com inspiração. No “Legados do Inframundo” foi assim, eu fiquei quatro anos estudando as concepções de morte e inferno para os antigos mayas, li vários livros e artigos sobre o tema, e comunicava minhas interpretações para Thormianak que ai se inspirando e compondo as guitarras bases. Tenho facilidade na abordagem destes temas, porque tenho doutorado em história. Então, nesse álbum as músicas partiram inicialmente das guitarras compostas por Thormianak, diferente dos três primeiros álbuns onde a composição partia dos teclados. Depois entram na sequência , os teclados e a bateria, por último o vocal, porque eu preciso ainda me inspirar no contexto sonoro para encaixar cada frase de vocal na música, por isso nosso processo é demorado. Todos os álbuns foram conceituais, para isso todas as músicas e letras tem que ter uma conexão e encadeamento, o que torno tudo um grande desafio, o que adoramos!

OPDM - A Miasthenia vem mostrando seu grande trabalho em seus 22 anos de existência, isso é exemplo para muitos que buscam seu espaço e o reconhecimento do seu trabalho. O que vocês tem a dizer para essa galera que está começando no Metal?


Hécate - Façam se realmente gostam e se divertem com isso, senão tudo se torna um martírio e uma perda de tempo. Para persistir com uma banda de metal extremo é preciso ter um ideal muito além do simples desejo de fama, amigos e dinheiro que isso possa trazer. É preciso ter satisfação e sua melhor dedicação no processo de criação (gravação) e expressão (shows), para que tudo isso possa realmente ter sentido, especialmente pra você. Não espere tanto dos outros, não desista por isso, porque o que fazemos é arte, e a arte é fruto de sua mente e sentimentos, em primeiro lugar tem que lhe dar prazer e orgulho, como parte importante de sua existência humana. Se fizer assim, os outros vão te olhar diferente e se emocionar. Emocionar o mundo é a nossa grande motivação!!!! Força e honra sempre!!!! 



OPDM - Agradeço imensamente ao Miasthenia pela participação através de Susane Hécate aqui no blog, contando um pouco de sua experiência para nós, vida longa ao Miasthenia!

Para acompanhar mais de perto esse trabalho primoroso, acessem:

Vejo vocês na próxima matéria!! Até breve!!

Essa matéria foi realizada por Vivi Alves.
Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.